Fazer uma Fotografia = Compor uma Música = Pintar um Quadro?

ComposingNum mundo inundado de informação ao alcance de todos de forma indiscriminada, por vezes, infelizmente, falsa ou incorrecta, cabe a nós apreender de forma critica e saber distinguir o que é verdadeiro e o que é falso. Como alguém disse, existem sempre 3 versões para cada história: a tua, a minha e a verdade. É com este espírito crítico que vos convido a ler os artigos deste blog dedicado à fotografia nos seus aspectos mais amplos e subjectivos.
E qual é a minha versão da história?… É que na fotografia, o mais importante é viver e aprender com a experiencia. Dito isto, sinto que grande parte de vocês vai desligar o computador e deixar de ler esta “Perspectiva”, mas peço-vos que me acompanhem, para, pelo menos, mais tarde comporem a vossa versão.
Como já referi anteriormente, eu acredito que o equipamento é o menos importante da lista de coisas necessárias para fazer fotografia. E afinal, qual é a mais importante? Acredito que é a capacidade de olhar e compor uma fotografia não só com os nossos olhos, mas também com nossa sensibilidade e, claro, com todos os conhecimentos adquiridos de forma teórica e comprovados pela experiencia de cada um.
Compor é, na sua génese, “formar um todo, juntando diferentes partes”. É criar, produzir e inventar algo.
Em fotografia como em tantas áreas criativas, sejam artísticas ou técnicas, a composição baseia-se em regras e fundamentos teóricos que nos ajudam a tornar visível a ideia da imagem que planemos realizar, seja ela preparada com semanas de antecedência, seja de forma espontânea ao depararmo-nos com um motivo interessante. E na minha analogia com outras actividades artísticas que usei no título deste artigo, quis provocar a dúvida sobre se a palavra composição, poderia ser aplicada da mesma forma. Penso que sim, no sentido em que não se pode criar uma obra musical ou uma pintura, sem dominar bem as bases teóricas de composição.
Para fazer uma foto, da mesma forma que se compõem uma música ou se pinta um quadro (ou até num projecto de uma qualquer área de engenharia ou arquitectura), sem as regras, sem a teoria, não conseguimos ir mais além nas nossas criações. E o objectivo é que a teoria esteja tão bem assimilada que acabamos por a pôr em prática de forma quase automática sem reflectir muito no que estamos a usar e porquê.
Conclusão: é preciso saber as regras, para as saber usar de forma adequada e em favor da nossa força criativa. É preciso viver e experimentar a teoria assimilada. E para quebrar a regras é fundamental que as dominemos.
Nas próximas semanas vou concretizar estes fundamentos em algumas publicações mais técnicas de acordo com a minha experiencia pessoal, para que possam alargar as vossas fronteiras criativas e sobretudo, para vos desafiar a irem mais além na fotografia que fazem e que querem fazer.

Boas fotos!🙂

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